A apropriação do sistema simbólico, culturalmente construído, obedece a certas regras próprias do sistema. Para que aconteça a apropriação da linguagem escrita, o ensino precisa ser adequado ao processo de desenvolvimento do ser humano. Assim, há especificidades no ensino da leitura e da escrita nos vários períodos da infância e da adolescência. Existem aspectos comuns aos períodos do desenvolvimento, mas existem também diferenças sensíveis entre um e outro. Esse é um grande desafio para o planejamento pedagógico: como ensinar a ler e a escrever em idades diferentes? Como ensinar mais? Como atender à diversidade cultural da população de alunos? Como planejar para alunos que apresentam defasagem idade-série? Como ensinar para que todos aprendam a ler e a escrever?
As respostas não são simples e só podem ser elaboradas considerando que a escrita é um sistema lingüístico, isto é, por um lado um sistema que serve à estruturação do pensamento, ao desenvolvimento de determinadas funções mentais (raciocínio, memória, entre outros) e, por outro, um sistema para comunicação entre seres humanos.
Sendo assim, não podemos nos restringir a pensar no ensino da língua escrita isoladamente do ser que vai aprendê-la. Há uma integração necessária entre sujeito e conhecimento, isto é, entre o sistema lingüístico, o desenvolvimento das capacidades cognitivas e expressivas e o desenvolvimento cultural, que diz respeito às relações recíprocas entre o indivíduo e a coletividade.

Diferente de manuais convencionais, esta obra lança uma nova luz sobre a educação infantil: com maestria, a autora conecta as ciências do cérebro à antropologia, trazendo ambas para o centro da formação infantil e da prática pedagógica. Adentrar nesta "aventura" é uma jornada transformadora, que oferece um referencial teórico sólido ao unir a biologia do aprendizado à nossa cultura e essência humana. Uma leitura indispensável para educadores, pais e todos os estudiosos do desenvolvimento humano.
É intrigante pensar como os processos biológicos se relacionam com os processos culturais dentro da nossa espécie. Podemos dizer que existem incontáveis culturas diferentes no mundo e todos nós vivemos e participamos de ao menos uma delas. A pergunta é: quando que nós, seres biológicos, também nos tornamos seres culturais?
A resposta surpreendente, segundo a ciência e as pesquisas mais recentes, é logo no comecinho da vida. Nos primeiros dois anos, quando o cérebro humano tem seu maior período de desenvolvimento da vida, já nos constituímos como seres culturais. E essa constituição é fundamental para o desenvolvimento pleno da criança, tanto na infância quanto em fases posteriores da vida.
No livro A Incrível Aventura dos Primeiros Dois Anos de Vida, a autora ajuda a ilustrar essa conexão incrível entre as ciências do cérebro e a antropologia e traz ambas para o centro da questão da educação e formação infantil. Adentrar nessa aventura é uma tarefa não só para educadores da infância, assim como educadores do ensino básico, do ensino avançado, pais, cuidadores e todos aqueles fascinados pelo desenvolvimento humano.
Temos o prazer de anunciar que a obra A Incrível Aventura dos Primeiros Dois Anos de Vida, de Elvira Souza Lima integra o PNLD Educação Infantil 2026 na categoria de obras de apoio pedagógico (Categoria 3).

