Memória e imaginação são continuamente utilizadas na vida cotidiana, principalmente, para o planejamento de ações diárias e para a solução de problemas. Ambas participam dos processos de tomada de decisão. A imaginação cria condições de aprendizagem, enquanto a memória possibilita a aprendizagem.
As práticas culturais da infância têm a função de formar estruturas na memória da criança, bem como, através do exercício da função simbólica, acumular acervos de memória necessários para a formação da pessoa, sua identidade e sua inserção no meio social. Paralelamente, as vivências culturais constituem possibilidades de exercício da imaginação e, muitas vezes, de realização de ações criativas. Inserem-se aí as festas, os rituais, as celebrações, os festivais.
A relação entre imaginação e memória tem sentido duplo: a base para o funcionamento da imaginação são os elementos que estão contidos na memória e o próprio funcionamento da imaginação desenvolve a memória. Através do processo imaginativo, vários elementos da memória são evocados e novas mediações semióticas são realizadas.

Diferente de manuais convencionais, esta obra lança uma nova luz sobre a educação infantil: com maestria, a autora conecta as ciências do cérebro à antropologia, trazendo ambas para o centro da formação infantil e da prática pedagógica. Adentrar nesta "aventura" é uma jornada transformadora, que oferece um referencial teórico sólido ao unir a biologia do aprendizado à nossa cultura e essência humana. Uma leitura indispensável para educadores, pais e todos os estudiosos do desenvolvimento humano.
É intrigante pensar como os processos biológicos se relacionam com os processos culturais dentro da nossa espécie. Podemos dizer que existem incontáveis culturas diferentes no mundo e todos nós vivemos e participamos de ao menos uma delas. A pergunta é: quando que nós, seres biológicos, também nos tornamos seres culturais?
A resposta surpreendente, segundo a ciência e as pesquisas mais recentes, é logo no comecinho da vida. Nos primeiros dois anos, quando o cérebro humano tem seu maior período de desenvolvimento da vida, já nos constituímos como seres culturais. E essa constituição é fundamental para o desenvolvimento pleno da criança, tanto na infância quanto em fases posteriores da vida.
No livro A Incrível Aventura dos Primeiros Dois Anos de Vida, a autora ajuda a ilustrar essa conexão incrível entre as ciências do cérebro e a antropologia e traz ambas para o centro da questão da educação e formação infantil. Adentrar nessa aventura é uma tarefa não só para educadores da infância, assim como educadores do ensino básico, do ensino avançado, pais, cuidadores e todos aqueles fascinados pelo desenvolvimento humano.
Temos o prazer de anunciar que a obra A Incrível Aventura dos Primeiros Dois Anos de Vida, de Elvira Souza Lima integra o PNLD Educação Infantil 2026 na categoria de obras de apoio pedagógico (Categoria 3).

