Quando uma criança não está aprendendo a ler ou a escrever, ou ambos, é preciso levar em consideração a escrita como um sistema que é manifestação da capacidade humana de simbolizar: o educando, seu período de desenvol-vimento e sua experiência cultural; o professor, a qualidade da mediação realizada por ele, sua formação profissional e seu conhecimento pedagógico; a escola, a organização do tempo e do espaço, a gestão e o contexto de desenvolvimento por ela oferecido; o conhecimento, o momento histórico em que ocorre o ensino-aprendizagem; a cultura e a prática pedagógica, principalmente a dinâmica dos processos que acontecem na sala de aula.
Portanto, o olhar sobre a criança que não aprende deve integrar o professor (incluindo as práticas pedagógicas), as dinâmicas intraescolares, a organização do tempo e do espaço na escola e o contexto macro em que se insere a instituição escolar. A aprendizagem não se dá no vazio. É uma realização individual, por meio de uma construção que é histórica e social e que supõe, portanto, a interação com o outro e com a produção simbólica da humanidade.

Diferente de manuais convencionais, esta obra lança uma nova luz sobre a educação infantil: com maestria, a autora conecta as ciências do cérebro à antropologia, trazendo ambas para o centro da formação infantil e da prática pedagógica. Adentrar nesta "aventura" é uma jornada transformadora, que oferece um referencial teórico sólido ao unir a biologia do aprendizado à nossa cultura e essência humana. Uma leitura indispensável para educadores, pais e todos os estudiosos do desenvolvimento humano.
É intrigante pensar como os processos biológicos se relacionam com os processos culturais dentro da nossa espécie. Podemos dizer que existem incontáveis culturas diferentes no mundo e todos nós vivemos e participamos de ao menos uma delas. A pergunta é: quando que nós, seres biológicos, também nos tornamos seres culturais?
A resposta surpreendente, segundo a ciência e as pesquisas mais recentes, é logo no comecinho da vida. Nos primeiros dois anos, quando o cérebro humano tem seu maior período de desenvolvimento da vida, já nos constituímos como seres culturais. E essa constituição é fundamental para o desenvolvimento pleno da criança, tanto na infância quanto em fases posteriores da vida.
No livro A Incrível Aventura dos Primeiros Dois Anos de Vida, a autora ajuda a ilustrar essa conexão incrível entre as ciências do cérebro e a antropologia e traz ambas para o centro da questão da educação e formação infantil. Adentrar nessa aventura é uma tarefa não só para educadores da infância, assim como educadores do ensino básico, do ensino avançado, pais, cuidadores e todos aqueles fascinados pelo desenvolvimento humano.
Temos o prazer de anunciar que a obra A Incrível Aventura dos Primeiros Dois Anos de Vida, de Elvira Souza Lima integra o PNLD Educação Infantil 2026 na categoria de obras de apoio pedagógico (Categoria 3).

